Acordamos por volta das 8h da manhã, tomamos um delicioso café da manhã com croissants e nos preparamos para sair. Quando a mamãe colocou o casaco dela, descobriu um lindo peixinho de papel colado nas costas dela. Perguntamos a Laure o que era, e ela nos disse que era um “poisson d’avril” que as crianças haviam feito para nós. Estávamos quase na rua quando vimos que eu e a vovó também tínhamos peixinhos de papel nas costas. Pegamos o metrô para o Museu Rodin. Como muitos dos nossos primos franceses nos tinham recomendado visitar este museu, decidimos iniciar o dia com ele. A maioria dos museus em Paris abre às 9h30, chegamos à porta do museu às 9h50 e tinha uma pequena fila, mas ficamos felizes em descobrir que havíamos errado o horário que o museu abria, ele abre às 10h. E como nós já tínhamos o ingresso do museu [tínhamos o Paris Museus Pass, um passe para os melhores museus de Paris, que eu sugiro que todos comprem], assim que ele abriu, nós pudemos entrar rapidamente. E foi uma visita muito gostosa. As grandes esculturas de bronze do Rodin estão espalhadas pelo jardim (como O Pensador, O Beijo, As Portas do Inferno). Dentro da casa (o antigo Hotel Byron) estavam muitas outras esculturas.
Mamãe tinha ficado impressionada com a quantidade de esculturas que o Rodin criou. Mas lá nós descobrimos que a maioria de suas esculturas foram tiradas de As Portas do Inferno. Em 1880, encomendaram a Rodin a peça As Portas do Inferno para o Museu de Artes Decorativas de Paris. Esta peça deveria ter como inspiração a Divina Comédia de Dante. A sua idéia inicial era criar uma composição de painéis similar a Porta do Paraíso, no Batistério de Florença. Contudo ele desistiu da idéia de dividir a porta em seções, e preferiu o exemplo do Ultimo Julgamento de Michelangelo na Capela Sistina. Rodin ignorou dois terços do poema, e se concentrou na parte mais negra, a parte sobre o inferno. No primeiro ano ele se dedicou basicamente a esboços que seguiam fielmente o poema, mas quando ele começou a modelar, ele manteve apenas alguns dos personagens, como o casal Paolo e Francesca, Ugolino e suas crianças, As Sombras e O Pensador.
Em 1889, Rodin deixou que mostrassem a escultura para muitos visitantes na exposição universal, entre eles Claude Monet, que ficou deslumbrado com ela. Apesar disso, Rodin não estava satisfeito com ela, e continuou a mudá-la ao longo dos anos. A peça As Portas do Inferno foi o seu primeiro grande trabalho encomendado, e apesar de nunca o ter entregado, esta peça serve como um sumário da sua vida. Pois ela o acompanhou ao longo dos anos e de sua carreira como escultor, reflete os seus maiores interesses e a sua admiração pelo estilo gótico, pela arte italiana renascentista e por Dante e Baudelaire.
Aqui vai um pouco de informações sobre o Museu Rodin:
Rodin propôs-se a entregar ao Estado as suas coleções integrais com a condição de o Hotel Byron se tornar Museu Rodin. Apoiado, entre outros, por Claude Monet, Octave Mirbeau, Raymond Poincaré, Georges Clemenceau e Étienne Clémentel, as doações foram oficializadas no dia 24 de Dezembro de 1916 depois de votadas pelo parlamento. Rodin doou ao Estado a totalidade das suas colecções, fotografias, arquivos, esculturas, desenhos, direitos patrimoniais, móveis, coleções privadas…
O museu Rodin possui cerca de 660 esculturas. Elas são feitas de terracota, gesso, bronze, mármore, cera, vidro moldado, pedras e muitos outros materiais, e estão divididas entre o Hotel Byron em Paris e a Villa des Brillants em Meudon. Quando o museu foi criado, decidiram exibir todas as peças terminadas de bronze e mármore em Paris, enquanto as de gesso ficariam em Meudon como um testemunho da gênese do trabalho de Rodin. A situação não mudou muito desde então. Em Meudon os visitantes podem descobrir os mistérios da criação artística, e no Hotel Byron eles podem admirar os maiores trabalhos da escultura, habilidosamente arrumados pelos cômodos do Museu e pelo jardim. A coleção do Museu Rodin foi ampliada devido a doações (como as peças Ugolino e As Portas do Inferno) e também ao estado que decidiu juntar as peças que já tinha de Rodin (entre elas as suas obras mas famosas, O Beijo e O Pensador).
Quem estiver interessado, pode encontrar mais infromações (tanto da vida do Rodin quanto do Museu) no site:
http://www.musee-rodin.fr/

Gigi, que bom que você continua atualizando o blog!
ResponderExcluirTemos a obrigação de mostrar a todos nossos amigos este museu IMPERDÍVEL!!! O local é uma delícia, as obras são maravilhosas e estão muito bem distribuídas entre o jardim delicioso e super bem cuidado e o Hotel, que é um charme.
oba! que bom que voce voltou a me escrever! estava mesmo sentindo falta das incriveis aventuras de regina no pais das maravilhas francesas! hahaha
ResponderExcluirda proxima vez tentarei ir no rodin, gracas a voce!
Nossa adorei essas esculturas no jardim, super lindas
ResponderExcluirDesculpem a demora estava em época de prova
Mas eu não esqueci do blog naum
Um bjaum
Rá