sexta-feira, 16 de abril de 2010

3 de abril, Chateau de Chenonceau






Acordamos em Dijon, sob chuva. Tomamos um magnífico café e preparamos nosso almoço (baguete com brie e presunto!). Demos uma volta pelo centro antigo (de carro), mas chovia bastante e estava muito frio, então decidimos seguir para o Vallèe de La Loire.
Decidimos começar visitando o castelo de Chambord, mas como perdemos a saída, nossos pilotos acharam mais fácil começar pelo castelo de Chenonceau. Tínhamos planejado almoçar nos jardins deste castelo, mas infelizmente os guardas não nos deixaram entrar com a comida. Então achamos uns bancos e comemos antes de entrar no castelo. Mal tínhamos começado os nossos sanduíches e começou a chover. Entramos na lojinha, acabamos de comer nuns bancos lá e depois fizemos hora para esperar passar a chuvinha. Logo parou e resolvemos aproveitar a estiagem para visitar os jardins. O vento gélido quase nos congelou, por isso decidimos entrar um pouco no castelo e depois iríamos ao labirinto.
O castelo, também conhecido como o castelo das Sete Damas, foi construído no século XIII. O original foi incendiado e reconstruído em 1430. Francisco I (1494-1547), rei da França, tomou o castelo por dívidas. Seu filho, Henrique II (1519-1559) deu, em 1547, o palácio à sua amante Diane de Poitiers (1499-1566). Após a morte de seu marido, Catarina de Médicis (1519-1589) decidiu retomar o palácio. A rainha (e regente) não pôde desapropriá-lo, mas conseguiu forçar a amante de seu falecido esposo a trocar o Castelo de Chenonceau pelo Chateau de Chaumont-sur-Loire. Catarina fez do palácio de Chenonceau a sua residência favorita, e lá ela recebeu a rainha Mary Stuart com uma suntuosa festa em 1560. Após a morte de Catarina, a propriedade foi para a sua nora Louise de Lorraine-Vaudemonte (1553-1601), esposa de Henrique III (1551-1589). Ela estava em Chenonceau quando recebeu a notícia do assassinato de seu marido. Ela ficou extremamente deprimida, e foi nesta época que acabaram as festas no palácio de Chenonceau. Gabrielle d´Estrées, amante favorita de Henrique IV tomou posse do palácio. Depois o palácio mudou de mão algumas vezes, caindo em decadência e no esquecimento, até Madame Louise Dupin (1706-1799) trazê-lo de volta à glória ao receber os líderes do iluminismo: Voltaire, Montesquieu, Buffon, Jean-Jacques Rousseau e outros. Dizem que foi a responsável por salvar o castelo da destruição na Revolução Francesa e que ela mudou o nome de Chenonceaux para Chenonceau, pois o “x” final era um símbolo de realeza para agradar aos aldeões.
O castelo era muito bonito dentro! A grande surpresa foi uma apresentação de um coral renascentista (com cantores e cantoras vestidos a caráter) no salão principal. Quando saímos do castelo chovia fortíssimo. Como a Vivi queria muito conhecer o labirinto, ela e o tio Fred vestiram capas de chuva da Disney e foram, enquanto nós (eu, mamãe, vovó e tia Dani) fomos para a lojinha (de novo).
Depois seguimos para o nosso hotel em Tours. Mamãe ficou mais uma vez felicíssima com o GPS, pois ela havia programado-o com os endereços dos hotéis e dos castelos, e com ele tanto entrar e sair das cidades quanto encontrar os hotéis ficou super fácil.
O Hotel Holliday Inn era muito bom. Eu e a mamãe ficamos num quarto virado para a estação de trem. Vovó e Vivi ficaram no quarto ao lado do quarto da tia Dani e do Tio Fred. Vovó nos disse que a Vivi tomou um banho de banheira de 1h30 nessa noite!

Beijos,
Gigi e Amalia

Um comentário:

  1. Muito bem Gigi! Como a memória da sua mãe é uma porcaria, o registro dos melhores momentos da viagem - enriquecidos com um pouco da história dos lugares visitados - é o melhor presente que você poderia dar a ela!
    Continue assim!

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