




Acordamos cedo e nos preparamos para tomar o trem para Vezelay (para irmos para Pontaubert, onde será a festa de 80 anos do tio Carlos Alberto). O Bruno decidiu que era mais fácil ele nos levar para a estação do que tomarmos um metrô, “então vocês podem voltar a dormir”. Saímos da casa dele às 9h30 e quando chegamos à estação Saint Lazaire o tio Fred disse “mas nós vamos embarcar na Bercy, não?!”. Então o Bruno pegou o guia de Paris e, enquanto dirigia, procurava como chegar à estação Bercy. Fizemos um city-tour de dentro do carro (passamos pela Sorbonne, Louvre, Notre Damme e muitas outras atrações). Mais tarde o Bruno nos contou que estava na verdade super preocupado que não fosse dar tempo de pegar o trem. Mas a sorte é que era um sábado, pois se fosse um dia de trabalho não chegaríamos a tempo.
Como nós chegamos na hora da saída do trem não conseguimos pegar 6 lugares juntos. Nos espalhamos por 3 carros (porque tem umas pessoas muito folgadas que colocam as malas, bolsas e casacos no lugar ao lado). Descemos na estação Auxerre St-Germaine, vimos no painel que o nosso trem saia da estação D às 12h10. Entramos no último vagão e ficamos muito felizes em descobrir que este trem ia praticamente vazio. Quando o trem parou na estação de Cravant-Bazarnes o tio Fred percebeu que a cidade em que tínhamos que descer não aparecia no letreiro luminoso. Pegamos o mapa de estações de trem para tentar encontrar onde estávamos, mas não nos encontramos, então tínhamos certeza de que tínhamos pegado o trem errado.
O tio Fred então decidiu perguntar para o motorista se estávamos no caminho certo. O homem nem sequer olhou para a cara dele, mas um francês muito simpático que estava no trem viu o nosso bilhete e disse que deveríamos estar no vagão da frente em direção á Avallon, pois o último vagão ia se bifurcar em direção à Clamecy. Descemos do trem correndo (todo mundo com os casacos na mão, pois dentro do trem estava super quente), mas foi tarde demais, o nosso trem já tinha partido. Então ficamos nós 6 na estação de Cravant (os franceses nos disseram que cravant significa algo como morrendo). O bom é que todos perceberam que isso era muito engraçado, então ninguém ficou estressado. Dentro do trem tem máquinas que vendem os bilhetes, então decidimos pegar o trem seguinte (se não desse para usar a mesma passagem pelo menos nós já sabíamos como comprar outra). Vimos que o trem seguinte só passaria dali à quase 2h, então decidimos almoçar por ali (logo em frente à estação tinha um restaurante muito charmoso e com bons preços). Como não tinha nenhum telefone por ali (e ninguém estava com o celular), o tio Fred foi atrás de um telefone público, enquanto as mulheres entraram no restaurante e tentariam decifrar o cardápio...
Às 14h30 a Edith chegou à estação de Sermizelles Vézelay, mas descobriu que não tinha nenhum brasileiro no trem. Preocupada, ela falou com o homem responsável por aquela estação de trem e ele disse: “ah, eles devem ter errado de vagão e foram parar em Clamecy”. Ligou para a estação de Clamecy para descobrir se tinha lá 6 brasileiros perdidos. No mesmo momento o celular da Edith tocou, era o Bruno dizendo que tinha acabado de receber uma ligação do Fred dizendo que estávamos a 30 km da cidade em que ela estava, pois havíamos entrado no vagão errado. Como já havíamos criado problema demais, dissemos que não precisavam nos buscar em Cravant.
O restaurante que nós descobrimos se chamava La Griotte. Assim que entramos, a dona (que ninguém perguntou o nome) veio nos receber. Para a nossa surpresa ela falava inglês, espanhol (ela morou durante 8 anos no México) e alemão (ela é austríaca). Ela foi super simpática conosco. Traduziu o menu para nós, trouxe uma entrada de brinde e a comida era maravilhosa!! Porções generosas (os primos nos disseram que nesta parte da França a comida é sempre muito farta) e por um preço muito bom. Pra todos que futuramente vierem para a França eu recomendo que peguem um trem, desçam em Cravant-Bazarnes e almocem no restaurante La Griotte.
Pegamos o trem seguinte e Clotilde e Mathias nos esperavam na estação de trem. Fomos em dois carros para o hotel Les Moulin des Templaires.