quarta-feira, 28 de abril de 2010

1o de Abril - parte 3










Depois fomos ao Museu Jacquemart Andrè. O Bruno que disse para irmos lá. É uma antiga casa particular, de proprietários, Édouard André (1833 - 1894) and Nélie Jacquemart, que colecionavam obras de arte. A casa foi depois transformada em museu. Além do museu, tem um salão que serve chá. O nosso plano era fazer uma farra e tomar chá em Paris (muito chique), mas infelizmente, quando fomos entrar no salão de chá, já tinha passado 1 minuto do horário máximo de entrada.
À tarde nós passamos num supermercado e compramos 3 ovos de páscoa Kinder Ovo para a Inés, o Guy e o Henri. Assim que entramos na casa, mamãe escondeu pela sala de estar. Quando finalmente pedimos para as crianças procurarem os ovos (muito tempo depois) eles não demoraram nem 20 segundos para achar os ovos (já os tinham visto).
Voltamos para a casa do Bruno e mal podíamos imaginar a turma que iria para lá. Além da turma de sempre (nós 3, Laure, Bruno e as 3 crianças) também foram para lá a tia Amelina, o tio Carlos Alberto, Matias com sua esposa, Alessandra e o Luka. A tia Amelina ficou cuidando do Luka durante o dia, porque a Alessandra tinha prova, foi para nos ver na nossa última noite em Paris. Tio Carlos Alberto foi para a casa do Bruno depois do trabalho. Matias e a Alessandra também foram para lá.
Foi uma noite muito gostosa! Conversamos em português, inglês, italiano (com a Alessandra e o Matias), mas também teve um pouco de espanhol e francês para complicar tudo... O Bruno foi muito fofo e chegou carregando flores para nós 3 e para a tia Amelina! Rimos muito quando a tia Amelina lembrou que o Bruno, quando veio morar no Brasil, falava dangeroso!
Quando era umas 23h, o Bruno virou para a mamãe e perguntou: “vocês querem ir conhecer Montmartre?”. Então saímos nós 4 (Bruno, Laure, mamãe e eu) e fomos de carro até Monrmartre. Quando a minha mãe disse que nunca tinha comido Nutella, a Laure falou que ela tinha que experimentar uma crêpe Nutella que é uma delícia. Fomos até a Igreja de Sacre Coeur, que infelizmente estava fechada. Para vocês terem uma idéia do frio que estava lá, eu não conseguia tirar a mão do bolso para tirar fotos! Sentamos num restaurante na praça e cada um comeu uma crêpe. A Laure disse que essa foi uma boa crêpe Nutella, mas tinha melhores. Então, quando fomos dar um passeio de carro, a Laure sugeriu parar num outro lugar para comprar crêpes que ela sabia que eram excelentes. E ela estava certa. Comemos as crepres no carro voltando para a casa do Bruno e fomos dormir...

terça-feira, 27 de abril de 2010

1o de Abril - Georges Pompidou








Saindo do Museu Rodin, pegamos o metrô até o Museu Georges Pompidou. Como eu estava com fome, paramos no Mcdonalds e eu comprei um nuggets de 9 unidades! No Brasil os nuggets vêm em caixas de 4, 6 e 10 unidades, mas lá vem em 3, 6 e 9 unidades!
Chegamos ao feioso do Centro Georges Pompidou (também conhecido como Beaubourg) por volta das 12h. Lá se situa o segundo maior museu de arte moderna do mundo (perde apenas para o MOMA de New York) com cerca de 60 000 obras de arte. Estas obras são de diversas naturezas: pinturas, arquitetura, fotografia, cinema, new media, escultura e design. Uma parte da coleção está em permanente exposição no Centro Pompidou num espaço de 14 000m², dividido em dois andares: um de arte moderna (de 1905 até 1960) e o outro de arte contemporânea (a partir de 1960).
No andar de arte moderna vimos quadros do Picasso, Mattise, Marcel Duchamp, Marc Chagall, Salvador Dali, Max Ernst, Miró, e muitos outros. O único que não conseguimos encontrar, e que era o que a mamãe mais queria ver, foi o Mondrian. A vovó ficou felicíssima quando entramos numa sala de desenhos arquitetônicos, e entre eles tinha a igreja de Ronchamp do Le Corbusier. Vimos também muitos tipos de ismos, como o fauvismo, expressionismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo e muitos outros...
Quando saímos do museu, seguimos a dica da Loly, minha maravilhosa amiga, que disse para tomarmos um sorvete em forma de flor no Amorino. Eu sei que vocês devem pensar que nós somos malucas, pois estávamos de casacão, mas estava tão quente no Georges Pompidou, que foi muito bom tomar um sorvete. Depois disso fomos almoçar (quem disse que primeiro precisa vir o salgado e depois o doce?!). No caminho para a Place de Vosges paramos em uma brasserie, compramos croque monsieur, croissants e refrigerantes.
Henrique IV (1553-1610) construiu a praça (que nesta época era chamada de Praça Real). Ela foi inaugurada em 1612 e usada na comemoração do casamento de Luis XII e Anna da Áustria. O que a Place Real tinha de inovação é que todas as fachadas das 36 casas foram construídas seguindo o mesmo desenho, provavelmente da família Cerceau (uma família de arquitetos franceses do século 16-17). No centro da praça, o Cardeal Richelieu (1585-1642) mandou colocar uma estátua de bronze de Luis XIII a cavalo. A estátua original foi derretida durante a revolução, a versão atual começou a ser feita em 1818 por Louir Dupaty e foi terminada por Jean Pierre Cortot em 1825. Em 1799, quando o departamento de Vosges se tornou o primeiro a pagar impostos para apoiar a campanha do exército revolucionário, a praça foi renomeada para Place de Vosges.
Além disso, a praça ficou muito famosa devido às ilustres personalidades que moraram em algumas das 36 casas que a cercam. A mais famosa de todas as casas é a de número 6, a casa onde Victor Hugo morou de 1832-1848. A casa foi transformada em um museu, mas nós infelizmente não o visitamos. Além dele, moraram por aqui: na casa número 8 moraram o poeta Théophile Gautier e o escritor Alphonse Daudet, na casa número 21 o Cardeal Richelieu morou de 1615-1627, na casa 23 morou o pintor pós-impressioniste Georges Dufrénoy, etc...
Na praça estava tendo uma seção de fotos e nós ficamos com muita dó da modelo, pois ela estava de vestido e sandália, fotografando o catálogo primavera/verão, e nós estávamos de casacão e com frio.

1o de Abril - Museu Rodin








Acordamos por volta das 8h da manhã, tomamos um delicioso café da manhã com croissants e nos preparamos para sair. Quando a mamãe colocou o casaco dela, descobriu um lindo peixinho de papel colado nas costas dela. Perguntamos a Laure o que era, e ela nos disse que era um “poisson d’avril” que as crianças haviam feito para nós. Estávamos quase na rua quando vimos que eu e a vovó também tínhamos peixinhos de papel nas costas. Pegamos o metrô para o Museu Rodin. Como muitos dos nossos primos franceses nos tinham recomendado visitar este museu, decidimos iniciar o dia com ele. A maioria dos museus em Paris abre às 9h30, chegamos à porta do museu às 9h50 e tinha uma pequena fila, mas ficamos felizes em descobrir que havíamos errado o horário que o museu abria, ele abre às 10h. E como nós já tínhamos o ingresso do museu [tínhamos o Paris Museus Pass, um passe para os melhores museus de Paris, que eu sugiro que todos comprem], assim que ele abriu, nós pudemos entrar rapidamente. E foi uma visita muito gostosa. As grandes esculturas de bronze do Rodin estão espalhadas pelo jardim (como O Pensador, O Beijo, As Portas do Inferno). Dentro da casa (o antigo Hotel Byron) estavam muitas outras esculturas.
Mamãe tinha ficado impressionada com a quantidade de esculturas que o Rodin criou. Mas lá nós descobrimos que a maioria de suas esculturas foram tiradas de As Portas do Inferno. Em 1880, encomendaram a Rodin a peça As Portas do Inferno para o Museu de Artes Decorativas de Paris. Esta peça deveria ter como inspiração a Divina Comédia de Dante. A sua idéia inicial era criar uma composição de painéis similar a Porta do Paraíso, no Batistério de Florença. Contudo ele desistiu da idéia de dividir a porta em seções, e preferiu o exemplo do Ultimo Julgamento de Michelangelo na Capela Sistina. Rodin ignorou dois terços do poema, e se concentrou na parte mais negra, a parte sobre o inferno. No primeiro ano ele se dedicou basicamente a esboços que seguiam fielmente o poema, mas quando ele começou a modelar, ele manteve apenas alguns dos personagens, como o casal Paolo e Francesca, Ugolino e suas crianças, As Sombras e O Pensador.
Em 1889, Rodin deixou que mostrassem a escultura para muitos visitantes na exposição universal, entre eles Claude Monet, que ficou deslumbrado com ela. Apesar disso, Rodin não estava satisfeito com ela, e continuou a mudá-la ao longo dos anos. A peça As Portas do Inferno foi o seu primeiro grande trabalho encomendado, e apesar de nunca o ter entregado, esta peça serve como um sumário da sua vida. Pois ela o acompanhou ao longo dos anos e de sua carreira como escultor, reflete os seus maiores interesses e a sua admiração pelo estilo gótico, pela arte italiana renascentista e por Dante e Baudelaire.
Aqui vai um pouco de informações sobre o Museu Rodin:
Rodin propôs-se a entregar ao Estado as suas coleções integrais com a condição de o Hotel Byron se tornar Museu Rodin. Apoiado, entre outros, por Claude Monet, Octave Mirbeau, Raymond Poincaré, Georges Clemenceau e Étienne Clémentel, as doações foram oficializadas no dia 24 de Dezembro de 1916 depois de votadas pelo parlamento. Rodin doou ao Estado a totalidade das suas colecções, fotografias, arquivos, esculturas, desenhos, direitos patrimoniais, móveis, coleções privadas…
O museu Rodin possui cerca de 660 esculturas. Elas são feitas de terracota, gesso, bronze, mármore, cera, vidro moldado, pedras e muitos outros materiais, e estão divididas entre o Hotel Byron em Paris e a Villa des Brillants em Meudon. Quando o museu foi criado, decidiram exibir todas as peças terminadas de bronze e mármore em Paris, enquanto as de gesso ficariam em Meudon como um testemunho da gênese do trabalho de Rodin. A situação não mudou muito desde então. Em Meudon os visitantes podem descobrir os mistérios da criação artística, e no Hotel Byron eles podem admirar os maiores trabalhos da escultura, habilidosamente arrumados pelos cômodos do Museu e pelo jardim. A coleção do Museu Rodin foi ampliada devido a doações (como as peças Ugolino e As Portas do Inferno) e também ao estado que decidiu juntar as peças que já tinha de Rodin (entre elas as suas obras mas famosas, O Beijo e O Pensador).
Quem estiver interessado, pode encontrar mais infromações (tanto da vida do Rodin quanto do Museu) no site:
http://www.musee-rodin.fr/

terça-feira, 20 de abril de 2010

Chinon











O último do dia foi uma fortaleza medieval em Chinon. Com a ajuda do GPS conseguimos encontrar o caminho até o estacionamento perto do castelo, mas nós não conseguíamos encontrar o caminho para entrar no castelo. Já estávamos todos cansados (3 castelos em um dia é uma bela duma maratona) e estávamos prontos para desistir, quando vimos outros turistas perdidos. Graças aos nossos piloto e co-piloto (tio Fred e minha mãe) achamos a entrada do castelo. Foi muito bom não termos desistido, pois esse castelo de estilo medieval era impressionante! E a vista da cidade de lá de cima era belíssima!
Só para esclarecer: eu descobri todos esses fatos (históricos e arquitetônicos) pesquisando agora na internet, mas achei tão fascinante que resolvi trazer um pouco mais de cultura! Eu ia divivir isso em duas postagens, mas hoje eu descobri como colocar mais de 5 fotos!!
Então aqui vai um pouco da história do castelo:
Na idade média o castelo de Chinon cresceu principalmente sob o reino de Henrique II (1133-1189), também conhecido como Henrique Plantageneta, Conde de Anjou e que foi coroado rei da Inglaterra em 1154. Sob seu mando, o castelo foi reconstruído e aumentado, e tornou-se uma de suas residências favoritas. O rei Henrique morreu no castelo de Chinon, após ter sido derrotado pelos seus filhos Ricardo e João em uma rebelião em que foram ajudados por Felipe Augusto da França. Tanto o rei Henrique II, quanto sua esposa Eleanor de Aquitania e o filho deles, o Rei Ricardo Coração de Leão estão todos enterrados próximos à Abadia de Fonevraud.
Chinon virou uma propriedade real da França em 1205. Durante a Guerra dos Cem Anos a província ganhou destaque, quando o herdeiro do trono (o futuro rei Carlos VII, 1403-1461) procurou refugio em 1418. Nesta época, Touraine era virtualmente o que restava para ele do territória da França, pois o resto estava ocupado ou pelos ingleses ou pelos burgúndios (antigo povo de origem escandinava, que se instalou na Borgonha). No dia 8 de março de 1429, Joana d’Arc (1412-1431) chegou ao castelo de Chinon. Ela estava começando a sua luta pela liberação da França do domínio inglês. Foi aqui que ela reconheceu o delfim disfarçado do meio de seus cortesãos, e com isso ela conseguiu persuadi-lo a se declarar rei e criar um exército para liberar a França.
PS: o tio Fred não está destruindo o castelo na última foto, eu perguntei se ele não queria sentar lá.

Cheverny e Azay-le-Rideau







Queridos assíduos leitores (também conhecidos como Raquel tio Afonso e mamãe),
desculpe por não ter postado nada ontem! Confesso que me ocupei baixando o novo episódio de Glee e esqueci de postar.

Quando saímos do fantástico castelo de Chambord (no dia 4 de abril, domingo de páscoa), fomos para o castelo de Cheverny. Este castelo inspirou Hergè (autor de Aventuras de Tintin) a criar o Château de Molinsart (o castelo do capitão Haddock só não tem os dois pavilhões exteriores).
Este castelo tem uma impressionante matilha, pois os donos são apaixonados por caçadas de veneria (caça a cavalo com o auxílio de cães). São 120 cães lindos, mas fedidíssimos!
As terras do château foram compradas por Henri Hurault, Conde de Cheverny, Tenente General dos Exércitos do Rei de França e Tesoureiro Militar do Rei Luís XI (1423-1483), do qual o proprietário actual, o Marquês de Vibraye, é descendente. Depois de ter sido recuperado pela Coroa devido a fraude para com o estado, foi doado pelo Rei Henrique II (1519-1559) à sua amante Diane de Poitiers (1499-1566). Todavia, esta preferia o Château de Chenonceau e vendeu a propriedade ao filho do primeiro proprietário, Philippe Hurault, que construiu o palácio entre 1624 e 1630.

Depois seguimos para o charmosíssimo Château de Azay-le-Rideau. Este foi construido entre 1518 e 1527, sendo um exemplo do Renascimento francês. Edificado sobre uma pequena ilha do rio Indre, a sua estrutura eleva-se diretamente a partir do rio. A geração romântica redescobriu o encanto do Château de Azay-le-Rideau. Honoré de Balzac referiu-se a ele como "um diamante facetado colocado no Indre" ("Un diamant taillé à facettes, serti par l'Indre"). Atualmente o palácio está rodeado por um distinto parque oitocentista, arranjado como um jardim paisagístico à inglesa, com muitas espécies de árvores, especialmente coníferas exóticas: cedros-do-líbano, ciprestes dos pântanos e sequoias do Novo Mundo.

domingo, 18 de abril de 2010

Real Château de Chambord






No dia 4 de abril, também conhecido como domingo de páscoa, visitamos Chambord, Cheverny, Azay-le Rideu e Chinon. Como todos esses lugares eram incríveis e tem milhares de fotos lindas, vou dividir esse dia em 4 posts (com cinco fotos de cada lugar por vez).
O coelho passou e, ao invés de deixar chocolate, ele deixou um coelho de pelúcia para mim e outro para Vivi. Como são dois coelhos gêmeos, nós os chamamos de Guy e Henri. Partimos cedo para visitar o Chateau de Chambord. Achamos que não teria ninguém lá, mas já tinham vários carros no estacionamento. Esse foi o castelo que eu mais gostei de todos!! As escadas em espiral são fantásticas!!
Curiosidades arquitetônicas:
O massivo palácio é composto por uma fortaleza central com quatro imensas torres baluartes nos cantos. A fortaleza também forma parte da fachada, a qual tem uma largura composta ainda por duas torres mais largas. Nas traseiras encontram-se bases para duas futuras tores, mas estas nunca foram desenvolvidas, e mantêm o mesmo nível do muro. O palácio contém 440 salas, 365 lareiras e 84 escadarias. Quatro abóbadas retangulares, uma em cada piso, tomam uma forma de cruz.
Os telhados de Chambord contrastam com as massas da sua construção e têm sido comparados frequentemente com a silhueta de uma cidade: mostram onze tipos de torres e três tipos de chaminés, sem simetria, enquadrados nas esquinas pelas torres massivas. O desenho tem paralelo com o Norte da Itália e as obras de Leonardo DaVinci.
Um dos pontos altos da arquitetura de Chambord é a espectacular escadaria aberta em dupla-hélice que é a peça central do palácio. As duas hélices ascendem aos três pisos sem nunca se encontrarem, iluminadas de cima por uma espécie de farol no ponto mais alto do edifício.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

3 de abril, Chateau de Chenonceau






Acordamos em Dijon, sob chuva. Tomamos um magnífico café e preparamos nosso almoço (baguete com brie e presunto!). Demos uma volta pelo centro antigo (de carro), mas chovia bastante e estava muito frio, então decidimos seguir para o Vallèe de La Loire.
Decidimos começar visitando o castelo de Chambord, mas como perdemos a saída, nossos pilotos acharam mais fácil começar pelo castelo de Chenonceau. Tínhamos planejado almoçar nos jardins deste castelo, mas infelizmente os guardas não nos deixaram entrar com a comida. Então achamos uns bancos e comemos antes de entrar no castelo. Mal tínhamos começado os nossos sanduíches e começou a chover. Entramos na lojinha, acabamos de comer nuns bancos lá e depois fizemos hora para esperar passar a chuvinha. Logo parou e resolvemos aproveitar a estiagem para visitar os jardins. O vento gélido quase nos congelou, por isso decidimos entrar um pouco no castelo e depois iríamos ao labirinto.
O castelo, também conhecido como o castelo das Sete Damas, foi construído no século XIII. O original foi incendiado e reconstruído em 1430. Francisco I (1494-1547), rei da França, tomou o castelo por dívidas. Seu filho, Henrique II (1519-1559) deu, em 1547, o palácio à sua amante Diane de Poitiers (1499-1566). Após a morte de seu marido, Catarina de Médicis (1519-1589) decidiu retomar o palácio. A rainha (e regente) não pôde desapropriá-lo, mas conseguiu forçar a amante de seu falecido esposo a trocar o Castelo de Chenonceau pelo Chateau de Chaumont-sur-Loire. Catarina fez do palácio de Chenonceau a sua residência favorita, e lá ela recebeu a rainha Mary Stuart com uma suntuosa festa em 1560. Após a morte de Catarina, a propriedade foi para a sua nora Louise de Lorraine-Vaudemonte (1553-1601), esposa de Henrique III (1551-1589). Ela estava em Chenonceau quando recebeu a notícia do assassinato de seu marido. Ela ficou extremamente deprimida, e foi nesta época que acabaram as festas no palácio de Chenonceau. Gabrielle d´Estrées, amante favorita de Henrique IV tomou posse do palácio. Depois o palácio mudou de mão algumas vezes, caindo em decadência e no esquecimento, até Madame Louise Dupin (1706-1799) trazê-lo de volta à glória ao receber os líderes do iluminismo: Voltaire, Montesquieu, Buffon, Jean-Jacques Rousseau e outros. Dizem que foi a responsável por salvar o castelo da destruição na Revolução Francesa e que ela mudou o nome de Chenonceaux para Chenonceau, pois o “x” final era um símbolo de realeza para agradar aos aldeões.
O castelo era muito bonito dentro! A grande surpresa foi uma apresentação de um coral renascentista (com cantores e cantoras vestidos a caráter) no salão principal. Quando saímos do castelo chovia fortíssimo. Como a Vivi queria muito conhecer o labirinto, ela e o tio Fred vestiram capas de chuva da Disney e foram, enquanto nós (eu, mamãe, vovó e tia Dani) fomos para a lojinha (de novo).
Depois seguimos para o nosso hotel em Tours. Mamãe ficou mais uma vez felicíssima com o GPS, pois ela havia programado-o com os endereços dos hotéis e dos castelos, e com ele tanto entrar e sair das cidades quanto encontrar os hotéis ficou super fácil.
O Hotel Holliday Inn era muito bom. Eu e a mamãe ficamos num quarto virado para a estação de trem. Vovó e Vivi ficaram no quarto ao lado do quarto da tia Dani e do Tio Fred. Vovó nos disse que a Vivi tomou um banho de banheira de 1h30 nessa noite!

Beijos,
Gigi e Amalia

terça-feira, 13 de abril de 2010

2 de Abril







Queridos amigos, não quero que vocês pensem que eu abandonei o blog. Estou meio atarefada agora (tenho 4 provas nesta semana e muitas fotos para selecionar) mas prometo que vou postar sobre tudo o que eu pulei no blog (Ronchamp, o vale do Loire, Brugges, Bruxelas, Amsterdam e Lisboa).
Voltaremos agora para o dia 2 de abril. A vovó, eu e mamãe estávamos em Paris hospedados na casa do Bruno. A tia Dani, Vitoria e o tio Fred estavam na “Euro Disney”. Estávamos com as nossas malas arrumadas, pois a mamãe ia buscar o carro alugado às 9h. Foi neste momento que percebemos a quantidade absurda de bagagens que havíamos levado! Quando saímos do Brasil ficamos felicíssimos por poder levar, cada um, duas malas de 32 kg, e nem sequer lembramos que as malas teriam que ir conosco no carro! Mamãe ficou tão preocupada, que cogitou alugar um segundo carro para caber tudo.
Às 9h15 saíram a minha mãe, a Laure e o Bruno para a loja de aluguel de carros. Tinha apenas uma família na frente deles. Um mexicano que tentava de qualquer jeito alugar um carro pagando tudo em dinheiro (ter um cartão de crédito é pré-requisito para alugar um carro, pois assim eles tem uma segurança de que a pessoa não vai sumir). Como o Bruno tinha que trabalhar, ele não pode ficar até a retirada do carro, mas a Laure ficou com a minha mãe. Quando eles finalmente conseguiram o carro, a minha mãe ficou preocupada, pois não sabia se conseguiria dirigir o monstro pelas ruas estreitas de Paris. Com a ajuda da Laure, ela voltou para a casa deles. Parou no meio da rua para colocarmos as malas no carro. Como não sabíamos sair dali em direção à Euro Disney, a Laure (santa Laure) ofereceu nos guiar até sairmos de Paris. Aceitamos sem saber do transtorno que estávamos causando!
Sair de Paris foi uma aventura! O rodoanel deles é caótico! E o trânsito que estava em direção à Paris só nos deixava apreensivas, pois a querida Laure teria que passar por tudo aquilo para voltar para casa. Ela nos levou até a primeira placa da Euro Disney (a cerca de 33 km da mesma). O resto da viagem foi tranqüilo (um pouco frustrante para mim, pois não conseguia tirar fotos das placas da Disney). Chegamos ao hotel Magic Circus por volta das 13h. Tio Fred conseguiu arrumar todas as malas no nosso caminhãozinho. Saímos de lá e seguimos em direção à Ronchamp.
Ronchamp é uma cidadezinha no leste da França, que tem uma igreja inovadora criada pelo grande arquiteto Le Corbusier por volta de 1950 (a igreja deles havia sido destruída na guerra). E era o sonho da vovó visitar essa maravilha arquitetônica!
O problema é que, apesar da igreja que é considerada um marco, a cidade é minúscula! A minha mãe havia comprado um mapa das estradas da França, mas demoramos um tempão para encontrar a cidade no mapa! Partimos imediatamente, pois tínhamos uma longa viagem pela frente. Conforme o tempo foi passando, e as pessoas foram ficando com fome, atritos surgiram no carro. Felizmente o tio Fred e a tia Dani tinham pensando que talvez não desse tempo de parar para almoçar e surrupiaram sanduíches (salame, presunto e peito de peru, com bastante manteiga no pão baguete) do café da manhã do hotel!
Chegamos à cidade de Ronchamp e fomos direto para a igreja de Ronchamp (Chapelle Notre Dame du Haut). Chegamos lá em cima às 18h30, e ficamos aliviados em descobrir que a igreja fechava apenas às 19h! A minha mãe ficou comprando os ingressos e os outros foram subindo o resto do morro (e fotografando). A igreja é muito bonita. Mas infelizmente não pudemos ficar muito tempo, pois a mulher que cuida da igreja praticamente nos enxotou da igreja às 18h50! Pegamos o carro e fomos em direção à Dijon, onde nós íamos dormir. Chegamos ao hotel com a grande ajuda do maravilhoso GPS que a mamãe levou do Brasil e ficamos muito tristes em descobrir que os nossos quartos (que já estavam pagos) não estavam nos esperando. Tivemos que esperar um pouco, mas felizmente nos arrumaram 3 quartos. A tia Dani e o tio Fred acabaram ficando com o pior quarto que era praticamente no sótão, eu e a mamãe, e a vovó e a Vivi ficamos no primeiro andar.