Saindo do Museu Rodin, pegamos o metrô até o Museu Georges Pompidou. Como eu estava com fome, paramos no Mcdonalds e eu comprei um nuggets de 9 unidades! No Brasil os nuggets vêm em caixas de 4, 6 e 10 unidades, mas lá vem em 3, 6 e 9 unidades!
Chegamos ao feioso do Centro Georges Pompidou (também conhecido como Beaubourg) por volta das 12h. Lá se situa o segundo maior museu de arte moderna do mundo (perde apenas para o MOMA de New York) com cerca de 60 000 obras de arte. Estas obras são de diversas naturezas: pinturas, arquitetura, fotografia, cinema, new media, escultura e design. Uma parte da coleção está em permanente exposição no Centro Pompidou num espaço de 14 000m², dividido em dois andares: um de arte moderna (de 1905 até 1960) e o outro de arte contemporânea (a partir de 1960).
No andar de arte moderna vimos quadros do Picasso, Mattise, Marcel Duchamp, Marc Chagall, Salvador Dali, Max Ernst, Miró, e muitos outros. O único que não conseguimos encontrar, e que era o que a mamãe mais queria ver, foi o Mondrian. A vovó ficou felicíssima quando entramos numa sala de desenhos arquitetônicos, e entre eles tinha a igreja de Ronchamp do Le Corbusier. Vimos também muitos tipos de ismos, como o fauvismo, expressionismo, cubismo, dadaísmo, surrealismo e muitos outros...
Quando saímos do museu, seguimos a dica da Loly, minha maravilhosa amiga, que disse para tomarmos um sorvete em forma de flor no Amorino. Eu sei que vocês devem pensar que nós somos malucas, pois estávamos de casacão, mas estava tão quente no Georges Pompidou, que foi muito bom tomar um sorvete. Depois disso fomos almoçar (quem disse que primeiro precisa vir o salgado e depois o doce?!). No caminho para a Place de Vosges paramos em uma brasserie, compramos croque monsieur, croissants e refrigerantes.
Henrique IV (1553-1610) construiu a praça (que nesta época era chamada de Praça Real). Ela foi inaugurada em 1612 e usada na comemoração do casamento de Luis XII e Anna da Áustria. O que a Place Real tinha de inovação é que todas as fachadas das 36 casas foram construídas seguindo o mesmo desenho, provavelmente da família Cerceau (uma família de arquitetos franceses do século 16-17). No centro da praça, o Cardeal Richelieu (1585-1642) mandou colocar uma estátua de bronze de Luis XIII a cavalo. A estátua original foi derretida durante a revolução, a versão atual começou a ser feita em 1818 por Louir Dupaty e foi terminada por Jean Pierre Cortot em 1825. Em 1799, quando o departamento de Vosges se tornou o primeiro a pagar impostos para apoiar a campanha do exército revolucionário, a praça foi renomeada para Place de Vosges.
Além disso, a praça ficou muito famosa devido às ilustres personalidades que moraram em algumas das 36 casas que a cercam. A mais famosa de todas as casas é a de número 6, a casa onde Victor Hugo morou de 1832-1848. A casa foi transformada em um museu, mas nós infelizmente não o visitamos. Além dele, moraram por aqui: na casa número 8 moraram o poeta Théophile Gautier e o escritor Alphonse Daudet, na casa número 21 o Cardeal Richelieu morou de 1615-1627, na casa 23 morou o pintor pós-impressioniste Georges Dufrénoy, etc...
Na praça estava tendo uma seção de fotos e nós ficamos com muita dó da modelo, pois ela estava de vestido e sandália, fotografando o catálogo primavera/verão, e nós estávamos de casacão e com frio.

amorino! e quem diria? regina tambem é cultura!
ResponderExcluirLoly,
ResponderExcluirA dica do Amorino foi fantástica! Sem dúvida foi o sorvete mais bonito que já tomei na vida.
A dica de almoçar um sanduíche na Place de Vosges foi do meu querido primo Régis, que me levou até lá em 2001. Gostei tanto que quis levar Gigi e mamãe lá. Especialmente quando descobri o que Gigi esqueceu de contar, que a praça tem 9 casas de cada lado!
voces tem um primo régis? que lindo, eu chamo a re de régis!
ResponderExcluirso que eu nao entendi oque que tem as nove casa de cada lado, nove nao é numero par nem numero primo! e sao casas nao fuscas, nao sao fuscas que voces contam? fiquei confusa...
Hummm q delícia de sorvetes
ResponderExcluirBjos
Rá